Sábado, 11 de Julho de 2009

Governo cria manual para controlar atividades protestantes

VIETNÃ - Um manual interno obtido pela Christian Solidarity Worldwide (CSW) revela detalhes das contínuas intenções das autoridades de controlar as atividades religiosas, principalmente entre protestantes.

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O manual, intitulado “Manual de treinamento sobre questões da religião protestante” foi emitido por um departamento do governo, o Escritório Central de Assuntos Religiosos.

Em uma reportagem, a CSW fornece uma análise do documento, uma versão revisada daquela amplamente criticada dos manuais anteriores, de 2006 e 2007. O relatório aponta que, apesar de o novo manual ser menos crítico ao protestantismo e sua retórica, ele mantém uma dúvida quanto à religião protestante, e seu visível potencial de ser abusada por “forças hostis” para criar instabilidade política.

O trecho que faz referência a renúncias de fé é particularmente preocupante. Apesar de o documento deixar claro que abandonar a religião é proibido, ele encoraja os oficiais locais a “criar os meios” para que recém-convertidos ao protestantismo voltem para suas crenças tradicionais.

A reportagem pede que o governo vietnamita crie medidas para prevenir qualquer tentativa de forçar os protestantes a renunciarem sua religião, retire palavras provocativas que levantem dúvidas em relação ao protestantismo e faça emendas que deem ao governo controle direto sobre os cultos e práticas religiosas de igrejas registradas, para que elas possam receber autonomia.

Experiências anteriores dos protestantes no Vietnã, particularmente entre minorias, incluíram tentativas de forçar o abandono de sua religião através da tortura, agressão e ameaças. Nos últimos anos, muitos protestantes foram presos por causa de sua fé, e muitas mortes foram atribuídas às autoridades. Até as igrejas registradas foram monitoradas e restringidas pelas autoridades locais.



Fonte: Portas Abertas / Gospel+

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Aprovada lei de igualdade e liberdade religiosa

PERU (*) - A Comissão de Constituição do Congresso da República aprovou, na quarta-feira, 1, por unanimidade, o projeto de Lei de Igualdade e Liberdade Religiosa, que muda o panorama das relações das minorias religiosas com o Estado.

A iniciativa legislativa, de autoria da congressista Alda Laço, do partido da Restauração Nacional (RN) contempla as exonerações tributárias e a possibilidade de escolha ao aluno de participar ou não nos cursos de religião católica nas escolas públicas.

Também permite aos líderes das minorias religiosas prestarem atendimento espiritual em centros médicos, penitenciárias e delegacias, e estabelece critério para considerar uma entidade religiosa como tal. Fica proibida qualquer discriminação a pessoas por motivos religiosos.

“É preciso construir no país uma cultura da igualdade religiosa, o que permitirá o fortalecimento do sistema democrático, Iguais perante Deus, iguais perante a lei”, disse o reverendo Laço de Hornung, da Igreja Caminho de Vida.

O presidente da Comissão de Constituição, José Vargas, do Partido Aprista, qualificou a nova norma como "revolucionária", pois as entidades religiosas não-católicas serão tratadas de forma equânime pela primeira vez na história peruana.

O ex-candidato à presidência da República, pastor Humberto Lay Sun, considerou a aprovação da norma como "um ato de justiça". Disse que trata-se de "um esforço para que o país tenha realmente uma democracia e igualdade sem nenhum tipo de discriminações como ocorria".

A elaboração da norma teve o aporte de líderes religiosos como o pastor Eleazar Soria e Raquel Gago, da União Nacional de Igrejas Cristãs Evangélicas do Peru (UNICEP), e o reverendo Rafael Goto Silva, ex-presidente do Concílio Nacional Evangélico do Peru (CONEP).

Fonte: ALC notícias

Espanhóis criam a primeira igreja evangélica gay do país


Um grupo de cerca de cem homossexuais espanhóis anunciou a criação da primeira comunidade religiosa para gays, lésbicas, bissexuais e transexuais – a Primeira Igreja Protestante Inclusiva.

O grupo se define como “uma organização evangélica que não pretende discriminar ninguém por opção sexual ou credo” e pretende formar pastores, oferecer cultos e casar homossexuais, inclusive ateus.

Os criadores da igreja afirmaram que já têm preparados os estatutos da nova instituição e pedirão, ainda esta semana, a inscrição na Direção Geral de Assuntos Religiosos do Ministério da Justiça da Espanha.

Este pedido pode iniciar uma disputa legal com a Federação Espanhola de Igrejas Evangélicas, organização que reúne as 2,3 mil organizações que professam esta religião no país.

“A princípio não damos crédito a essa notícia. Eles primeiro têm que demonstrar que realizam atividades religiosas e aí veremos se o Ministério de Justiça admite ou não o pedido”. “

“Se forem aceitos e usarem o nome Evangélico, protestaremos com medidas legais, porque seria um uso indevido”, disse à BBC Brasil o diretor da Federação Espanhola de Igrejas Evangélicas, Jorge Fernández.

Casamento gay

A Federação Evangélica anunciou em 2005 a sua oposição ao casamento entre homossexuais, aprovado neste ano na Constituição espanhola.

A Conferência Episcopal da Espanha também foi contra a aprovação do casamento entre homossexuais e critica a nova igreja gay.

“Para começar, não sei como dizem que formarão novos sacerdotes, porque os evangélicoss não possuem ordem sacerdotal, mas um pastor que dirige a oração”, disse à BBC Brasil o responsável pelo grupo de ecumenismo da Conferência Episcopal, Vicente Sastre.

“É certo que algumas comunidades anglicanas americanas ordenaram sacerdotes homossexuais, mas houve tanto conflito e polêmica que estes grupos estão a ponto da ruptura. Em todo caso, a igreja católica tem uma postura clara sobre este assunto baseada no Novo Testamento”.

Apesar das críticas, o Grupo Gay Evangélico da Espanha pretende insistir com a nova igreja.

“Seremos a mais democrática das igrejas. Não é um projeto mediático, mas necessário, porque 99% das igrejas evangélicas espanholas nos impedem de receber os sacramentos e muitas delas nem nos deixam entrar”, afirmou à BBC Brasil o porta-voz do grupo, Andrés de la Portilla.

Reuniões secretas

“Além disso, essa nova instituição ajudaria a acabar com muitas mentiras e hipocrisias, principalmente dentro de ambientes religiosos”, completou.

Segundo o porta-voz, o Grupo Gay Evangélico existe há 20 anos, mas ainda há muitas ameaças e represálias “tanto de setores eclesiásticos como laicos”.

Por isso as reuniões sempre são secretas, e o endereço definitivo da nova igreja só será anunciado quando as medidas legais e de segurança estiverem garantidas.

O que está confirmado é que a igreja ficará sediada na cidade valenciana de Sagunto, no litoral mediterrâneo, por sua localização estratégica, próxima a lugares frequentados abertamente por gays como Ibiza e Barcelona.

Fonte: BBC Brasil

Domingo, 5 de Julho de 2009

FIFA repreende comemoração religiosa do Brasil na África do Sul

Vejão a perseguição religiosa imposta pela FIFA aos jogadores brasileiros e
de outros times. Isso é um absurdo....!!!
Agência Estado - em 01 de Julho de 2009 20:24

A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si.. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está "monitorando" a situação. E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto". A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.

“Ao homem que teme ao Senhor, ele lhe ensinará o caminho que deve escolher.” Salmos 25.12

Sábado, 4 de Julho de 2009

Novo relatório anual do FNUAP prioriza “saúde reprodutiva”

Samantha Singson

NOVA IORQUE, NY, EUA, 25 de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Na semana passada, o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) divulgou seu relatório anual para 2008, destacando o trabalho da organização na área de saúde materna e suas “campanhas contínuas para garantir o acesso universal à saúde reprodutiva e ao direito de todas as pessoas de decidir o número e a escolha do tempo de seus filhos”.

Embora o FNUAP recuse sujeitar seus registros financeiros a uma auditoria independente e também se recuse a repassar para os próprios membros de sua diretoria um relatório específico de orçamento, seu relatório anual declara que em 2008 quase metade das despesas de campanhas do FNUAP foi para os programas de “saúde reprodutiva”, a um custo de 165,1 milhões de dólares, um aumento considerável dos 146,6 milhões do ano anterior. Em todas as cinco regiões, mais fundos foram gastos em iniciativas de saúde reprodutiva do que qualquer outro programa.

As atividades de 2008 do FNUAP para ajudar a alcançar o “acesso universal à saúde reprodutiva” incluem promoção do planejamento familiar, principalmente “garantindo produtos de saúde reprodutiva” tais como camisinhas. O relatório do FNUAP afirma que seu trabalho levou 89 países a ter planos orçamentários nacionais para a promoção e fornecimento de anticoncepcionais e outros materiais de saúde reprodutiva.

O FNUAP nega firmemente que seus programas tenham algo a ver com aborto e seu relatório não menciona essa palavra. Contudo, os críticos na ONU suspeitam que o uso que o FNUAP faz da frase “mortalidade materna” mostra a adoção do que alguns chamam de “abordagem de defesa da família tradicional que encubra a defesa do aborto”. Ao focalizar na criação de um novo “direito” à saúde materna, os promotores de direitos reprodutivos crêem que podem consolidar ganhos e ao mesmo tempo evitar que os oponentes do aborto apurem as ações mais ocultas do FNUAP. Então, logo que se sentirem confiantes de que se estabeleceu o novo direito à “saúde materna”, eles poderão alegar que o aborto é parte do novo direito.

O FNUAP continuou a focalizar na saúde mental como “parte integral da saúde reprodutiva”. O FNUAP e a Organização Mundial de Saúde publicaram o documento “Aspectos da Saúde Mental da Saúde Reprodutiva das Mulheres: Uma Análise Global da Literatura” que busca forjar ligações entre os fatores biológicos, psicológicos e sociais para promover “uma abordagem integrada à saúde mental e reprodutiva”. Nos Estados Unidos e em outros países, a “saúde mental” foi usada para expandir radicalmente os direitos de aborto além dos casos em que o bem-estar físico da mãe está em risco.

As campanhas do FNUAP em defesa de direitos dos jovens incluem apoiar “atividades que levaram sete países a ratificar a Convenção Ibero-Americana dos Direitos dos Jovens”. A Convenção é um documento que preocupa os conservadores sociais da América Latina por suas referências à “saúde sexual e reprodutiva” bem como “orientação sexual”, que eles temiam seria usada para promover o aborto e o homossexualismo na região.

Muito embora a liderança do FNUAP tenha expressado apoio à transparência e tenha falado em favor de usar normas internacionais de prestação de contas em resposta a preocupações dos países membros da ONU, o FNUAP não divulgou uma detalhada prestação de contas de suas campanhas. No relatório anual de 2008 não há tabelas financeiras detalhadas, comumente vistas em registro anuais de organizações, e só fornece descrições casuais de gastos do FNUAP.

Embora o governo de Bush tenha deixado de financiar o FNUAP porque a agência apóia o programa de controle populacional da China, que inclui esterilizações e abortos forçados, a agência pode esperar assistência monetária do governo de Obama em 2009. No começo deste ano, os Estados Unidos anunciaram que restabeleceriam o financiamento do FNUAP e prometeram dar 50 milhões de dólares em 2009 — uma cifra que colocaria os EUA como um dos principais países doadores do FNUAP, junto com a Holanda, Suécia, Dinamarca e Noruega.
Esse artigo foi republicado com a permissão de http://www.c-fam.org/)

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com