sábado, 16 de agosto de 2008

Pastor chinês é detido antes de dar entrevista à BBC

CHINA - Zhang Mingxuan, lider de uma igreja doméstica, foi detido pela polícia chinesa depois que jornalistas da BBC tentaram entrevistá-lo na segunda-feira, dia 4 de agosto. Juntamente com ele estavam sua esposa Xie Fenglang e o co- pastor Wu Jiang He.

O jornalista de assuntos internacionais John Simpson telefonou para Zhang a fim de pedir que ele concedesse uma entrevista, exatamente como foi solicitado no livro dado aos jornalistas que estão fazendo a cobertura dos Jogos Olímpicos em Pequim.

Zhang concordou em dar a entrevista, mas enquanto Simpson viajava para encontrá-lo, a polícia deteve Zhang e seus companheiros, e os levou para a delegacia.

Quando Zhang Mingxuan informou John Simpson, por telefone, sobre o lugar onde se encontrava, o jornalista se dirigiu para a delegacia e gritou algumas perguntas para Zhang, que estava visível numa janela aberta no segundo andar do prédio, como foi mostrado pela seqüência filmada pela BBC.

Os oficiais da Agência de Segurança Pública baniram Zhang e sua esposa de Pequim, durante a Olimpíada, temendo que eles tentassem se encontrar com autoridades estrangeiras em visita ao país.

Depois de forçar Zhange e Xie a deixarem sua casa, e impedi-los por diversas vezes de encontrar um lar temporário, no dia 16 de julho, oficiais entraram na casa de um amigo do casal que havia cedido abrigo, e os transportou até Yanjia, próximo à província de Hebei. Zhang e Xie se mudaram para outra cidade, ainda mais remota, para esperar pelo fim dos Jogos.

Protestos ao presidente

Zhang viajou numa missão evangelista intinerante pela China antes de se mudar para Pequim, em 1998. Ele é co- fundador e presidente da Aliança das Igrejas Domésticas Chinesas, fundada em abril de 2005 para defender os direitos das igrejas domésticas cristãs.

Em 2005, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, convidou Zhang para um encontro durante uma visita oficial à China. O encontro entre os dois nunca aconteceu pois os oficiais detiveram Zhang antes que ele pudesse responder ao convite.

Presidente: Você está ciente?

Como presidente da Aliança, Zhang, em novembro de 2007, mandou uma carta aberta ao presidente Hu Jintao, encorajando a China a conceder liberdade religiosa. A carta, que também foi assinada pela esposa dele, continha o seguinte trecho: "Presidente Hu, você está ciente de que as autoridades abaixo de você prendem, espancam e expulsam os cristãos de suas casas?"

Zhang também mencionou várias prisões por atividades religiosas, incluindo um aprisionamento de 185 dias em 1986, pouco depois de ter se tornado cristão, e inúmeras ameaças, espancamentos e prisões depois que ele se mudou para Pequim.

Em 1999, os oficiais da Agência de Segurança Pública o prenderam por pregar em lugar público, e o confinaram por 13 dias em um hospital psiquiátrico.

A carta descrevia perturbações, incluindo ameaças de corte de água e eletricidade, e acusações de que Zhang estava ilegalmente adotando órfãos, após ter aberto um orfanato e uma escola em Yanjiao.

Em sua conclusão, Zhang implorou a Hu Jintao a melhora dos direitos das religiões minoritárias, particularmente dos cristãos, para o benefício moral e social da China.

Encontros incômodos

Em junho, Zhang se encontrou com os representantes republicanos dos Estados Unidos, Franf Wolf e Christopher Smith, durante uma visita a Pequim. Mas oficiais do governo chinês o colocaram em prisão domiciliar pelo resto da noite, noticiou o jornal chinês “The South China Morning”.

Também em junho, policiais detiveram Zhang quando ele tentou se encontrar com Bastian Belder, um fiscal do Comitê Parlamentar Europeu de Assuntos Exteriores.


fonte: Portas Abertas

PF investiga venda de votos por pastores e líderes comunitários em João Pessoa

A Superintendência da Polícia Federal na Paraíba instaurou inquérito nesta quarta-feira para apurar um esquema de venda de votos para candidatos à Câmara Municipal de João Pessoa, com o suposto envolvimento de pastores evangélicos e líderes comunitários.

A investigação tem como ponto de partida um depoimento dado à PF pelo vereador Aristávora de Souza Santos (PTB), na última segunda-feira.

Segundo o delegado Derli Brasileiro, que conduz as investigações, o vereador entregou à polícia uma lista com os nomes de seis pessoas que lhe procuraram desde julho oferecendo "apoio político" em comunidades pobres de João Pessoa em troca de dinheiro.

Segundo o vereador, quatro pastores e dois líderes comunitários lhe procuraram em situações diferentes, oferecendo votos em comunidades das zonas norte e oeste de João Pessoa. Os nomes e os bairros de atuação dessas pessoas não foram divulgados nem pelo vereador nem pela polícia.

O delegado disse que vai convocar todos os demais 20 vereadores da Câmara Municipal para prestar depoimento nos próximos dias. O objetivo da convocação dos vereadores, diz Brasileiro, é verificar se, além do crime de venda de votos, cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão, algum político aceitou a "prestação de serviços". O delegado diz ter o "pressentimento" de que isso pode ter acontecido.

Dois já foram ouvidos extra-oficialmente e, apesar de, segundo Brasileiro, admitirem saber da existência de ofertas, negaram ter sido procurados por interessados em vender votos. Outros três vereadores ouvidos pela Folha hoje também negaram ter recebido qualquer oferta semelhante às relatadas à PF.

Segundo Souza Santos, que concorre ao quinto mandato como vereador, um coordenador de liderança comunitária na zona oeste de João Pessoa lhe pediu R$ 37 mil semanais há cerca de duas semanas.

O dinheiro, diz, seria distribuído para outros líderes comunitários, que garantiriam o apoio da população local à eleição do vereador.

Em outra situação, segundo o vereador, um pastor da zona norte da capital pediu R$ 10 mil em troca de 500 votos --uma média de R$ 20 por voto. O vereador não soube dizer a que igreja o pastor pertencia.

Nas eleições municipais de 2004, o vereador eleito com a menor votação em João Pessoa recebeu 2.065 votos.
fonte: BOL

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Jovens na Eritréia foram condenados porque se negaram a queimar Bíblias

Sudão - Oito jovens, de uma escola secundária, que estavam no Centro de Treinamento de Defesa Sawa, perto da fronteira da Eritréia com o Sudão, f oram presos por autoridades e ficaram detidos em contê ineres de metal porque se negaram a queimar centenas de Bíblias depois que autoridades militares confiscaram mais 1500 Bíblias pessoais dos novos estudantes.

O caso aconteceu no último dia 5 de agosto, e foi divulgado hoje (12) pelo site do Ministério Portas Abertas.

É obrigatório o serviço militar em Eritréia e é exigido dos estudantes erítreos que eles assistam a treinamentos nos centros militares, como o de Sawa, para que possam se formar na escola secundária.

O coronel, Debesai Ghide, no momento em que as Bíblias eram lançadas às chamas, disse que Sawa é um lugar de patriotismo, não um lugar para pentecostais.

Os estudantes contestaram quando os militares começaram a queimar as Bíblias , por isso foram levados sob custódia para um contêiner de metal que o Exército usa como cela de prisão para aqueles que são encontrados praticando a fé cristã.

Estudantes que estiverem envolvidos em atividades que fogem as regras do Centro Militar de Sawa, podem ser presos ou submetidos a um castigo militar severo.

Fonte: Elnet

Bush vai a igreja e pede liberdade religiosa na China

PEQUIM - O presidente norte-americano George W. Bush rezou em uma igreja de Pequim, neste sábado, reforçando sua demanda por mais liberdade religiosa na China, poucas horas antes de se encontrar com lideranças comunistas.

Dizendo que havia sido um grande prazer participar dos serviços religiosos em sua vista aos Jogos, Bush declarou: "Isso foi para mostrar que Deus é universal, Deus é amor e nenhum estado, homem ou mulher deve temer a influência de se amar uma religião."

A visita faz parte da delicada ação de Bush em Pequim, onde ele faz o papel de um torcedor comum, ao passo que cutuca o governo chinês a melhorar as críticas que recebe internacionalmente por conta dos direitos humanos.

A despeito da reação da China às duas censuras, Bush, assíduo frequentador de igreja, com forte base entre os fundamentalistas cristãos, tem feito do apelo a mais liberdade religiosa um foco em seu esforço de persuadir a China a ir ao encontro de reformas democráticas.

Ele falou rapidamente em frente à igreja protestante Kuanjie, um modesto edifício com uma cruz branca no telhado. Ela faz parte da rede de igrejas que operam com autorização do Partido Comunista.

Muitos outros cristãos, que são uma pequena parte do universo de crenças na China, frequentam o que se chama de igrejas "subterrâneas".

Ainda sob efeito de outras afirmações que fez nestes dias, Bush foi contido em seus comentários -- enquanto era encoberto por um coro de crianças -- para evitar embaraçar os líderes chineses.

Fonte: Reuters