terça-feira, 12 de outubro de 2010

Onda verde ou onda crente ?

Candidatos estão virando madre ou padre para convencer os cristãos.

Estamos vivendo um fenômeno eleitoral jamais visto numa eleição presidencial, onde os votos dos cristãos são disputados em todos os rincões deste Brasil, e o motivo principal foi que uma “agenda de valores” tomou conta da pauta de discussão do rumo da nação.

Este fato deve-se a melhoria do padrão de vida das pessoas carentes, onde a discussão principal era sobre condições basilares de sobrevivência, mas o amadurecimento da democracia tem gerado nos cidadãos a preocupação de discussões de valores inerentes a sua fé, que é guiada por princípios e dogmas, tal como aborto, ensino religioso ou casamentos de homossexuais.

Neste caminho, acharam, como em outras eleições, que era possível ignorar a força numérica, eleitoral e demográfica da religião no Brasil, onde em sua grande maioria está estampada o vínculo cristão, e, em particular, a defesa da vida desde a concepção.

Daí, toda a gritaria na imprensa escrita e falado sobre o tema do aborto, pois nos últimos anos alguns grupos defendiam políticas públicas de descriminalização do aborto, ou seja, tornar o aborto (interrupção da gravidez) não punível pelo Estado, bem como, instituir o chamado “direito de escolha” pelas mulheres, onde a mulher grávida poderia escolher livremente realizar o aborto e livrar-se do fruto do seu ventre.

Entretanto “esqueceram de combinar” com os cristãos que este assunto não seria decisivo para eleger o próximo presidente.

O Grande momento que estamos vivendo está fundamentado no princípio bíblico de conhecer a verdade e a verdade trazer libertação. Através das informações que os blogs e sites cristãos, vídeos temáticos postados no site youtube, inaugurou a “chamada onda crente” dos votos, e não onda verde como alguns afirmavam, onde os evangélicos descobriram a importância do voto consciente fundamentados em valores e dogmas de fé e cidadania. Tal fato fez a diferença, levando as eleições para o atual segundo turno de discussão.

Isso é tão cristalino que os atuais candidatos a presidente buscam os votos dos evangélicos e católicos, porque este segmento está decidindo a eleição presidencial. O mais triste disso tudo é ver que tem candidato(a) mudando de discurso tornando-se quase uma freira ou padre, para dizer que são cristãos desde que nasceram. De igual forma, alguns líderes seguem o mesmo caminho.

Uma coisa é certa: DEUS entrou nessas eleições presidenciais, ouviu as orações de muitos que não se curvaram ao sistema do poder temporal e os votos de cabresto estão com os dias contados dentro do segmento evangélico. Viva a informação e a autonomia do voto cristão.

Por Dr. Zenóbio Fonseca

Publicado no Jornal Unidade

domingo, 10 de outubro de 2010

Anistia Internacional exige descriminalização do aborto em toda a América Latina

Por Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina

1 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A Anistia Internacional divulgou um comunicado à imprensa exigindo a legalização do aborto em toda a América Latina.

“Deve-se revogar todas as leis que sancionam ou permitem a prisão de mulheres e meninas que buscam ou obtêm um aborto propositado sob quaisquer circunstâncias”, disse a Anistia Internacional (AI) por meio da sua filial em Assunção, no Paraguai.

Afirmando que é “vergonhoso” que os latino-americanos continuem a proibir a matança de bebês em gestação, a AI acrescentou que “a penalização do aborto nega às mulheres e meninas grávidas a atenção médica de que elas precisam. Isso mostra uma indiferença cruel para com o bem-estar físico e psicológico delas, e a ausência de dignidade humana que a penalização do aborto as condena a sofrer”.

Magaly Llaguno, líder da divisão hispânica de Human Life International, disse para LifeSiteNews que ela achou “inconcebível que uma organização que afirma ser defensora dos direitos humanos esteja tentando exigir que nossos países hispânicos legalizem a matança de seus futuros cidadãos”.

“A Anistia Internacional declarou que seu objetivo é ‘respeitar e proteger os direitos humanos das mulheres e meninas’. Como é que essa organização pode fazer vista grossa ao direito à vida dos bebês em gestação, o principal direito humano sem o qual nenhum outro direito pode existir?”

Embora a AI tenha sido fundada para defender presos por crimes políticos, eventualmente expandiu suas atividades e começou a promover uma agenda política esquerdista a nível mundial. Em 2007, a AI acrescentou a legalização do aborto à lista de “direitos humanos” que exige de países estrangeiros.

Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com/


domingo, 3 de outubro de 2010

Internet e religião podem explicar queda da petista

03 de outubro de 2010

Análise: José Roberto de Toledo — O Estado de S.Paulo

A queda de Dilma Rousseff (PT) na pesquisa Ibope foi homogênea. Ela caiu praticamente em todos os segmentos de renda e escolaridade, perdeu eleitores no Sul, no Sudeste e no Nordeste, e entre homens e mulheres. Há sinais de que a internet e a religião podem ter tido papel chave nesse movimento.

A consistência na queda sinaliza que não se trata de oscilação eventual da candidata do PT, mas, possivelmente, a retomada de uma tendência de queda que ela havia demonstrado no começo da semana passada. Sugere também que a causa é algo que atinge indiscriminadamente eleitores de todas as classes sociais e regiões do País.

A novidade da reta final da campanha foi a queda de Dilma entre os eleitores evangélicos. Até o começo da semana, a petista havia perdido 7 pontos nesse segmento. Entre outros motivos, por causa da polêmica na internet sobre sua opinião a respeito do aborto.

Vários vídeos explorando a mudança de posição da petista sobre o assunto viraram hits de audiência no YouTube. Em um deles, ela aparece defendendo, durante entrevista em 2007, a descriminação da prática. Em outro vídeo, um pastor pede aos fiéis para não votarem em ninguém do PT, por causa das posições do partido sobre o aborto. O clipe de 11 minutos tinha sido visto 2,8 milhões de vezes até ontem.

A grande beneficiária da queda de Dilma foi a evangélica Marina Silva (PV), que cresceu entre irmãos de fé e empatou com José Serra (PSDB) nesse segmento, que soma 20% do eleitorado.

A campanha de Dilma acusou o golpe e agiu rápido para estancar a sangria de votos. Organizou uma reunião de última hora com líderes religiosos na quarta-feira e estimulou bispos e pastores evangélicos, como Edir Macedo, da Igreja Universal, a pregarem o voto na petista.

Num primeiro momento, a estratégia pareceu funcionar e as pesquisas realizadas no meio da semana passada mostraram Dilma estabilizada, inclusive entre os evangélicos.

A pesquisa de véspera indica que a onda de rejeição à petista se estendeu dos evangélicos para os católicos. Dilma manteve sua intenção de voto entre os primeiros, mas caiu entre os fiéis da Igreja. Bispos e padres católicos também pregaram contra a descriminação do aborto nas últimas semanas. O efeito só está aparecendo agora.

sábado, 2 de outubro de 2010

Após polêmica do aborto, Dilma caiu entre evangélicos

Em duas semanas, candidata do PT teve queda de 7 pontos porcentuais nesse segmento do eleitorado, enquanto Marina e Serra cresceram


02 de outubro de 2010

José Roberto de Toledo — O Estado de S.Paulo

Os movimentos de última hora das campanhas a presidente em busca de apoios de lideranças evangélicas têm uma explicação: Dilma Rousseff (PT) caiu repentinamente entre eleitores dessa fé na reta final da campanha. Ao mesmo tempo, sua rejeição aumentou entre eles.

Os beneficiários da queda de Dilma foram a evangélica Marina Silva (PV) e o católico José Serra (PSDB). Ambos ganharam votos no eleitorado evangélico. O principal motivo dessa oscilação parece ter sido a polêmica em torno da posição de Dilma em relação à legalização do aborto. A petista, que havia dito ser pela mudança da lei em 2007, teve de ir a público agora dizer que esse é um tema do Congresso, que é contra a prática e que não tomaria iniciativa de propor nenhuma lei para legalizá-la.

Ao mesmo tempo, o PT buscou o apoio de lideranças de várias igrejas evangélicas. Organizou um ato de apoio de líderes religiosos à sua candidata na quarta-feira e os estimulou a se pronunciarem publicamente em favor de Dilma. Foi o que fez, por exemplo, o bispo-mor da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo.

A movimentação de urgência conseguiu estancar a queda da petista entre os evangélicos.

Tendência. O Ibope fez um levantamento do voto por religião declarada dos eleitores. Os gráficos nesta página mostram as curvas do voto católico, evangélico e demais eleitores (de outras religiões e agnósticos e ateus) para Dilma e Marina.

A partir do começo de setembro, a candidata do PT começou a perder apoio entre os evangélicos. Até então, a preferência religiosa não era um fator preponderante na escolha do voto. As curvas dos três grupos de eleitores seguiam paralelas, com a petista tendo um pouco mais de dificuldade entre os evangélicos, porque nesse segmento Marina sempre foi melhor do que entre eleitores de fé diferente.

Problema novo. A evolução da rejeição a Dilma mostra que algo novo começou a acontecer no início de setembro. De repente, começou a aumentar o número de eleitores evangélicos que diziam que não votariam na petista de jeito nenhum. Como a rejeição não aumentou entre os demais eleitores, era sinal de que havia algum problema novo na relação de Dilma com os evangélicos: em apenas duas semanas ela perdeu 7 pontos porcentuais nesse segmento.

Ao mesmo tempo, as curvas de intenção de voto dos dois principais adversários de Dilma começaram a crescer entre os evangélicos. Em um mês, Serra ganhou 10 pontos porcentuais, saindo de 21% para 31% nesse segmento. Marina ganhou 7 pontos e chegou a 20%, embora tenha recuado depois para 18%.

Os eleitores evangélicos representam 20% do total do eleitorado brasileiro. É a segunda maior parcela, na divisão por religião, atrás apenas dos católicos, que são 66%. Uma mudança de preferência de 20% desses eleitores representaria trocar o voto de até 4% do total do eleitorado. Em uma disputa apertada como a eleição presidencial, poderia ser o suficiente para provocar o segundo turno.

Em outras palavras, a polêmica em torno da legalização do aborto pode ter tido um peso maior no refluxo das intenções de voto de Dilma nesta reta final do que as denúncias de corrupção no governo e os ataques de Lula à imprensa.

A campanha "viral" pela internet foi feita usando vídeos com declarações de Dilma em 2007 e agora. Fato inédito, uma questão religiosa pode ser responsável pelo segundo turno, se ele acontecer.