segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Blogueiros e leitores de Blog do Brasil, uni-vos!!!

Por Reinaldo Azevedo

Estão querendo submeter a Internet a uma censura estúpida. Quer dizer que sites e blogs poderiam publicar anúncios de candidatos — e, nesse caso, não se equiparariam a TV e rádio —, mas não poderiam expressar opiniões a respeito dos mesmos, obedecendo, então, às restrições impostas à radiodifusão? Por quê? Internet, agora, é concessão pública? Censura à internet é coisa comum em Cuba, na China, na Coréia do Norte, não em país livre.

Não se tem uma Internet com essas restrições — ATENÇÃO!!! — em nenhuma democracia do mundo! É um cretinismo. É como querer represar o mar.

É evidente que, nesse caso, os males da liberdade se combatem como mais liberdade. Se os blogs A ou B tiverem opinião favorável ao candidato “X”, os blogs B e C defenderão o candidato “Y”. E assim por diante. O peso maior ou menor de uma opinião dependerá da credibilidade de quem escreve.

OS PARLAMENTARES NÃO ESTÃO SE DANDO CONTA DE QUE ESTÃO PRIVILEGIANDO, NA VERDADE, OS CRIMINOSOS. E É FÁCIL EXPLICAR POR QUÊ.

Os sites e blogs sérios, com nomes reconhecidos e hospedagem no Brasil, estariam submetidos a essas restrições. Já os vigaristas, os bandidos anônimos, estes poderão ter suas páginas hospedadas no exterior e pôr para circular seus ataques sem autoria. Jamais seriam alcançados pela lei. Ainda que a Justiça acabasse determinando que a página fosse retirada do ar, poder-se-ia fazer outra em minutos.

A proposta parece-me flagrantemente inconstitucional. Se aprovada, vai parar no Supremo, e não é possível que o Tribunal concorde com uma estupidez dessa magnitude. Nem por isso a coisa deixa de ser melancólica. Fico cá pensando na mentalidade das pessoas que acham que isso é realmente uma boa idéia…

Que gente autoritária! Que gente burra! Que gente cafona!

Imaginem que maravilha!

Digamos que eu escrevesse aqui um texto afirmando que as propostas de Marina Silva para o meio ambiente são inexeqüíveis, que ela é uma adversária do agronegócio, que, se eleita, o país corre o risco de ter de substituir os grãos por capim. O que devo fazer? Terei de inventar uma razão para, no mesmo dia, dar um cacete em Dilma Rousseff (PT) e em José Serra (PSDB), ainda que, nesse dia hipotético, eu não tenha um motivo especial para tanto?

Ou ainda: digamos que eu decida criticar o desempenho de Dilma na liderança do PAC. Terei de criticar também a capacidade gerencial de Serra e de Marina? Se eu disser que a lei antifumo de Serra é autoritária, devo, no mesmo post (ou terá de ser em outro), buscar os traços autoritários da candidata verde e também da outra, a, como direi?, vermelha?

Isso é um despropósito! Blogs, sites, páginas na Internet etc. têm seu ponto de vista, sua leitura de mundo, seu público. Sua graça e sua virtude estão na diversidade, sim. Mas a diversidade deve ser entendida no conjunto, no sistema. O que esses parlamentares pretendem? Páginas da mais pura esquizofrenia? Ora, se não gosto de um candidato porque estatista, devo, necessariamente, criticar um outro que não o seja?

Lembro que, nos EUA, essas restrições imbecis não existem nem para as TVs e rádios. E isso não impediu aquele país de eleger Clinton duas vezes, Bush duas vezes e, agora, Barack Obama.

É a liberdade que conduz à diversidade. O autoritarismo só produz autoritários.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Igreja recebe ordem de interromper construção

ETIÓPIA - As autoridades do município de Werabe ordenaram a demolição da igreja Kale Hiwot, ainda em obras, em três de março. A explicação dada para a ordem foi que a igreja estava sendo construída em uma área residencial.

“Quase todos os outros prédios religiosos [naquela região] são edificados em meio às bairros residenciais. Tanto mesquitas como outras igrejas podem ser encontradas nas zonas residenciais. Como podem tentar aplicar essa lei só a nós [cristãos protestantes]?”, indagou um líder da igreja, exasperado. “Sempre é uma luta quando solicitamos a ação das autoridades para qualquer necessidade. Elas raramente cooperam.”

Em busca de um lugar de culto, esses protestantes encontraram muitos obstáculos. Inicialmente eles pediram um terreno ao governo, mas desistiram. Resolveram então comprar um pequeno lote de um cidadão.

A prefeitura não objetou durante a transação. A posse da terra foi legalmente transferida à igreja Kale Hiwot e então a construção do saguão e das dependências da igreja começou. Agora a prefeitura exige que o lote seja devolvido ao proprietário original.

Em reação à ordem, os líderes da Kale Hiwot fizeram um apelo. O caso foi rejeitado. Em seguida, a igreja apelou ao Comitê do SNNP do Estado de Awasa. Ela ainda espera a resposta.

Se a igreja não vencer o apelo, ela não terá outra escolha, senão demolir a construção dentro do prazo determinado pela decisão.

Apesar do apelo às autoridades superiores, os oficiais de Werabe continuam pressionando a liderança da igreja a demolir a construção imediatamente, ameaçando-a de punições.

Os líderes creem que a presença da igreja na região é uma ofensa à comunidade e aos muçulmanos de lá.

As igrejas protestantes comumente têm de batalhar para obter um terreno onde construir seu templo e cemitério.

Pedidos de oração

1. Interceda pelos cristãos em Werabe, que sofrem oposição dos muçulmanos na área. Peça a Deus para fortalecê-los e protegê-los. Ore para que não se sintam desencorajados, mesmo se perderem a apelação e forem obrigados a servir a Deus às escondidas.

2. Ore para que os líderes do governo compreendam que a Constituição da Etiópia garante liberdade religiosa. Que eles entendam que têm a responsabilidade de tratar os cidadãos com igualdade, independente do contexto de cada um.

Fonte: Portas Abertas

Aborto: questão de saúde pública

Por LENISE GARCIA

É recorrente o argumento de que é preciso encontrar solução para o aborto, porque se trata de uma questão de saúde pública. Colocado dessa forma, concordo plenamente.

Não penso, entretanto, que a solução possa estar na chamada descriminalização, pois isso só faria agravar o problema, como vem ocorrendo em outros países.

Diz o Ministério da Saúde que acontecem no Brasil entre 1 e 1,5 milhão de abortos por ano. Escapa-me como pode ser feita essa estatística, tratando-se de prática clandestina, mas tomemos a afirmativa como verdadeira. Uma prática que ceifa 1,5 milhão de vidas por ano é, certamente, grande problema de saúde pública. Nenhuma doença tem números tão altos. No Brasil e no mundo, o aborto é hoje a maior causa mortis. Não entra nas estatísticas, já que a criança não nascida não é registrada, não tem nome nem atestado de óbito, mas a falta de registro não muda o fato de que ela viveu - por maior ou menor tempo - e morreu, deixando uma história gravada na memória de seus pais e de outras pessoas. Essas existências truncadas trazem grande ônus social, ao qual pouca atenção se presta.

O aborto também traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumante, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.

No caso do aborto, a legalização evitaria algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina.

Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente.

Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.

Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de estresse pós-trauma; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.

Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo.

Em dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido.

O coordenador do trabalho, dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.

Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo.

Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha "demasiados abortos". Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que dobrou. Entre 2006 e 2007, houve incremento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já haviam abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isso demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é "percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar seqüelas físicas e psicológicas".

Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebro-vasculares, complicações hepáticas e câncer de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.

A solução não está em facilitar o aborto, legalizando-o, mas, pelo contrário, em inibi-lo. Manter a legislação vigente, acabar com a impunidade das clínicas e da venda clandestina de abortivos e, principalmente, fazer um trabalho educativo de valorização da vida. É nesse contexto que se situa o projeto cultura, cidadania e vida, que aconteceu em Brasília de 27 a 30 deste mês, encerrando-se com a 3ª Marcha da Cidadania pela Vida. Uma marcha alegre, que se encerrou com show de Elba Ramalho, mostrando que a vida "é bonita, é bonita e é bonita

LENISE GARCIA: DOUTORA EM MICROBILOGIA , PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA CELULAR DA UNB, PRESIDENTE DO MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADE PELA VIDA

"Assim que é concebido, um homem é um homem" (Prof. Jerôme Lejeune, Pai da Genética Moderna).

"O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito". (Mário Quintana)

Fonte: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/cpmod.php?id=40745

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Taxa de fecundidade passou de 6 para 2 filhos por mulher em 46 anos

Mulheres menos instruídas passaram a planejar número de filhos, diz IBGE.
Instituto divulgou 'Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil'.




Em pouco mais de 40 anos, a taxa de fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher, até 1960, para dois filhos, em 2006. O índice foi divulgado nesta quarta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é parte do levantamento "Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil - 2009".


"Chegamos a um índice próximo ao que chamamos de taxa de reposição, que são dois filhos por mulher. Essa taxa seria responsável por manter a população próxima da estabilidade", diz ao G1 a pesquisadora Sônia Oliveira, do IBGE.


Nas Regiões Sul e Sudeste, de acordo com o estudo, as taxas de fecundidade, em 2006, estavam abaixo da taxa de reposição, com 1,9 e 1,8 filho por mulher, respectivamente. No Centro-Oeste a taxa era de 2 filhos por mulher. No Norte, 2,5 e no Nordeste, 2,2.


Sônia afirma que a redução na quantidade de filhos por mulher é uma tendência em todo os países. "Nossas avós e mães tinham muito mais filhos do que as gerações atuais, e isso porque houve um aumento de instrução, o uso de anticoncepcionais, a entrada da mulher no mercado de trabalho, ou seja, uma combinação de diversos fatores", diz a especialista.


De acordo com Sônia, a grande variação diz respeito à relação entre o nível de instrução das mulheres e o planejamento do número de filhos. "Em anos anteriores, os números de filhos por mulher caíam apenas em classes mais altas e para mulheres que tinham melhor instrução. Hoje, mesmo as mulheres de classes baixas planejam o número de filhos que querem ter."


O estudo mostra que, em 1970, mulheres que tinham até três anos de estudo tinham cerca de 7,2 filhos e mulheres com oito ou mais anos de estudo tinham 2,7 filhos. Em 2005, esses índices eram de 3 e 1,4 filhos, respectivamente.


O levantamento reúne dados já pesquisados pelo IBGE e pretende analisar a relação entre os índices demográficos e a questão da saúde. "Pegamos índices oriundos de diversos estudos já publicados e analisamos tendências como a queda da mortalidade infantil e da fecundidade, por exemplo", explica Sônia.

Fonte: G1